Thursday, December 1, 2011

5ª PALESTRA DO CICLO

A penúltima palestra do Ciclo teve um formato diferente, seguindo o estilo do professor, formamos uma roda de conversa guiada por Vilson Caetano que ao contrário dos outros convidados, não é nutricionista. Vilson é antropólogo e  está na Escola de Nutrição devido à demanda da Escola e da propria Ciência da Nutrição em estudar assuntos relacionados com campo da alimentação e cultura. Em seu trabalho na ENUFBA Vilson  procura fomentar a reflexão sobre o que comemos, por que comemos, com quem comemos e o não comer.
O professor iniciou a conversa trazendo um pouco de sua história e o foco principal da conversa - que teve como tema "Os Aspectos Socioculturais da Alimentação" - foi o alimento como símbolo. O trabalho dele é mostrar que o que comemos está cheio de valores e significados, ingerimos símbolos o tempo todo e através da comida somos capazes de estabelecer uma série de relações e mudar nossos hábitos alimentares a partir de uma série de mundanças comportamentais na sociedade contemporânea. Ele exemplificou como mudança de hábitos, o "desaparecimento" de alguns pratos típicos na Bahia como o xinxim de bofe. Com base nisso, Vilson citou alguns filmes e livros que ajudariam os alunos a compreender um pouco mais a cerca deste assunto pouco explorado no âmbito da Nutrição no Brasil, além de contar seu interesse em estudar a alimentação nos terreiros de cancomblé.
Ao final o professor finalizou sua observações e deu espaço para as demais perguntas. 

Para compreender um pouco mais sobre os temas abordasdos visite o blog do professor Vilson Caetano: http://vilsoncaetanodesousajunior.blogspot.com/

Livros e Filmes citados 

Michael Pollan
Editora Intrínseca
2006
 
Vilson Caetano de Sousa Junior
Editora Atalho
2009 

 
Massimo Montanari
Editora Senac
2008 


 
Filme Comer, Beber, Viver (Yin shi nan nu, 1994) 
Direção: Ang Lee
Origem: Estados Unidos/Taiwan


Thursday, November 17, 2011

4ª PALESTRA DO CICLO

No dia 27 de outubro a nossa querida professora Rosângela Passos iniciou sua palestra com os temas Nutrigenômica e Nutrigenética. Trouxe os conceitos básicos dessas novas áreas da Nutrição, nas quais interação entre determinados nutrientes e a expressão gênica são assuntos estudados. O polimorfismo foi outro assunto bem abordado e serviu de base para compreender melhor sobre as alterações nos genes. Até mesmo o repolho entrou na história, dado que é do grupo das crucíferas, e por isso, contém muitas substâncias benéficas ao fígado, como os sulforafanos e glicosinolatos.
Além disso, a professora contou-nos um pouco sobre sua trajetória, desde a graduação em Nutrição até o Doutorado feito na USP. Nessa jornada, muitas dificuldades surgiram, principalmente durante o Mestrado; contudo,a persistência e muitas horas de estudo garantiram seu sucesso. O tempo inteiro,
a professora deu-nos exemplos de como conseguiu conquistar seu espaço como profissional, estimulando os alunos espectadores a buscarem o seu próprio espaço e a estudar bastante visando uma melhor qualificação.



Quer saber um pouco mais?

Tuesday, October 25, 2011

3ª PALESTRA DO CICLO

A reorganização dos serviços de saúde no Brasil aborda como prioridade a Atenção Básica, através da qual a prevenção de doenças e a promoção saúde tem maior enfoque com intuito de reduzir a incidência de problemas futuros, pois, a maioria destes são evitáveis. Nesse sentido, uma das maneiras do Nutricionista atuar é promovendo alimentação saudável com objetivo de evitar Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) como Diabetes Mellitus, Hipertensão e Doenças Cardiovasculares que estão entre as maiores causas de óbitos no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.
Portanto, entender o papel do Nutricionista no campo da Saúde Coletiva é essencial para uma boa formação profissional. Para atender essa demanda, no dia 17/09/2011 os participantes do Ciclo de Palestras Destaques em Nutrição contaram com da presença da professora Dra. Sandra Chaves apresentando sobre o saber fazer Saúde Coletiva, seus diversos objetivos e como estes são traçados e a importância da compreensão dos determinantes da saúde.
Foi abordado também um breve histórico sobre as pesquisas em Nutrição no Brasil, os principais problemas nutricionais enfrentados pelo país e como esses são diagnosticados, pois, é de extrema relevância para os estudantes compreender como ocorre esse processo. Além disso, foram apresentadas as pesquisas realizadas pela ENUFBA nos diversos campos e a importância destas, que permitiram aos estudantes, em sua maioria iniciantes no curso, ter uma primeira noção de como se estabelece o conhecimento científico.

Saturday, October 15, 2011

2ª PALESTRA DO CICLO

A informalidade é uma realidade da economia brasileira. Grande parte deste setor é ligada ao comércio de alimentos perecíveis manuseados, na maioria das vezes, sem nenhum tipo de critério higiênico, expostos em locais inadequados, sem controle e sem vigilância sanitária adequados. Além de todo o descuido, desde o preparo até o seu manuseio, tem-se ainda o baixo valor nutricional destes alimentos comercializados livremente que colocam em risco a saúde dos consumidores seja por uma infecção ou por uma má alimentação nutricional.
Foi com base no assunto acima (Comércio Informal de Alimentos) que ocorreu a segunda etapa do I Ciclo de Palestras organizado pelo grupo PET NUTRIÇÃO. O público presente pode prestigiar a palestra ministrada pela professora Ryzia Cardoso que com muita propriedade e experiência dissertou sobre suas pesquisas no âmbito do comércio informal. Trouxe para os estudantes a importância da nutrição e do nutricionista como suporte técnico para melhorar a qualidade tanto do serviço, desde o preparo e manuseio do produto até a  capacitação e qualificação  dos trabalhadores deste setor. 
Não podemos esquecer das relações estabelecidas, dos clientes fiéis, vendedores de confiança e produtos consumidos diariamente quando esses ambulantes passam..aquele milho cozido, aquela tapioca e não podemos esquecer do bom e velho acarajé!! 
Para todos nós, futuros profissionais da alimentação fica a questão: 
Já que o comércio informal é tão marcado por condições precárias de higiene, porque a população ainda freqüenta seus pontos de venda?